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segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Deus: Um conceito.



Antes de eu iniciar meu "conceito" sobre o "conceito" deus, vamos à definição do que seja conceito, que eu retirei de www.significados.com.br: 

"O termo "conceito" tem origem no Latim “conceptus” (do verbo concipere) que significa "coisa concebida" ou "formada na mente". Conceito pode ser uma ideia, juízo ou opinião. Ex: A discussão começou porque nós temos conceitos muito diferentes de relacionamento aberto". 



Então vejamos: 


Desde que o homem começou a se reunir em grupo buscando a sobrevivência, há relatos arqueológicos e antropológicos de que eles buscavam proteção de um ser superior contra ou a favor de suas ações aqui na terra.
Diziam que os raios eram o furor divino, dançavam para prosperar a colheita etc etc.
Existem deuses para cada homem e dezenas de deuses para cada necessidade deste mesmo homem.
Carl Sagan diz: "Não é porque há ausência de evidência que haja evidência de ausência'.
Minha discussão aqui não é sobre a existência ou não de deuses, e sim sobre suas formulações aqui embaixo. Explico:
Deus é um substantivo. Esse termo 'deus" foi criação da linguagem humana. É variável quanto ao lugar e à cultura, mas não deixa de ser fruto da linguagem.
Chuva, caneca, espelho, amor, dente, deus, sono...vejam, é tudo construção linguística.
Temos a ideia de deus sob uma visão de baixo para cima, e só. Por mais que queiram "provar" a existência de deuses, no máximo, tentam fazer por experiências abstratas, individuais e/ou coletivas. Não temos nada vindo de cima para baixo que corrobore nem a existência nem a substância divina.
Deus é apenas um conceito, como qualquer outro. Nem é especial, nem pode ser deixado de lado.
Quando uma mãe diz ao filho: "Vá com deus!", ela está adjetivando o "bem", "cuidado com a rua!", "ande na calçada!", e não necessariamente está pedindo que forças superiores andem como guarda-costas da criança.
Isto posto, explico minha saída das religiões, todas: se deus é um conceito, e ele o é, porque a fé que defende a existência de deus também é um conceito, por mais difícil que seja pra você aceitar isso, então eu decidi ser livre. Mas a liberdade não é um conceito? Sim, é. Mas é um conceito ético, humano, aqui de baixo.
Ser livre é ser responsável. Quanto mais liberdade, mais responsabilidade. Quanto mais responsabilidade, mais empatia, quanto mais empatia, mais humanidade.

Os ateus não estão errados em não "crer" em deus. Aliás, eles podem ter a resposta, porque se deus é um conceito, o "não-deus" é um fato. Fato? Sim. Porque não há nada vindo de lá que chancele as experiências cá.

Então, como eles podem ter a resposta? Porque estão livres desse conceito, há mais pureza e imparcialidade naquilo que enxergam. É irrelevante a existência e/ou crença em deus quando se age com uma liberdade responsável.
Se eu lhe perguntar: quantos números existem entre o 0 e o 1, você dirá que são infinitos. Mas se são infinitos, como se chega no 1?
Nisso consiste minha crença, em saber que dentro de milhões de oportunidades, só uma é certa: sou finito, dentro desse Universo. E como ser finito, minha liberdade é quem deve as regras, fazendo-me cada vez mais empático e ético nas relações humanas.
Vivendo assim, a existência de deus passa a ser secundária e até irrelevante. Sendo um conceito, construo-o ao meu modo, usando duas ferramentas: ética e liberdade.
Aí de mero conceito subjetivo, eu personifico a Virtude com a Prática.
Abrindo mão do conceito "deus".

4 comentários:

  1. Me sinto cristão, quase ateu e extremamente representado nesta postagem. Me li nela.

    Paz irmão! :D

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  2. Respostas
    1. Considero como elogio, até porque já escrevi sobre "24 motivos para se ter um amigo gay". Rsrsrs!

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