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quarta-feira, 11 de março de 2015

E de repente...

E de repente...


Há um escuro dentro da alma
Mas de repente a luz se acende
A gente sofre, mas não aprende
A luz rouba-nos a calma

Inquietude boa, perturbação
Daquelas que nos despertam
Congelam e espinha
Aquecem o coração


De repente estamos sós
Ensimesmados em nós
Alguém chega e nos arrebata
Desatando nossos nós

E de repente aquele olhar
Aquele jeito, terno ser
Devolve-nos o viver
Envolve-nos em um lindo pertencer
Nos desperta ao amar
De repente ela chega
Aproxima-se com leveza
Apossando-se das certezas
Que outrora defendi

Sem muito alarde penetra
Nos esconderijos de minh’alma
Dando sentido e contorno
A tudo aquilo que vivi


Encantadora timidez
Seu mundinho que me fascina.
Seduz-me como mulher.
Surpreende-me como menina.



Rabisquei parcas linhas
Pra dizer que de repente
Eu que abracei a solidão
Hoje imploro por ser minha!

De repente a luz se acende
A gente não aprende...
Não desiste de amar, de querer...
Eu que era um rio perdido
De repente...
Me deságuo em você.