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segunda-feira, 30 de maio de 2016

A MENINA QUE QUERIA VOAR

ERA UMA VEZ, NUM LUGAR MUITO DISTANTE, MORAVA UMA MENINA QUE TINHA UM SONHO: VOAR.  NÃO PENSAVA EM OUTRA COISA O DIA INTEIRO!

Enquanto suas amiguinhas e amiguinhos brincavam com bolas, panelinhas, carrinhos e bonecas, ela elaborava asas com folhas das bananeiras que encontrava em seu grande quintal.
Corria pelos campos para pegar impulso e decolar. Nada. Tentava de novo, as folhas se soltavam, e nada da menina voar.
Os familiares dela faziam de tudo para que ela participasse de brincadeiras “normais”: compravam brinquedos, jogos, mas a menina só sabia observar os pássaros que pousavam nas árvores de seu pequeno pomar, procurando entender o funcionamento das asas daqueles animaizinhos.
Tudo o que voava, na verdade, não escapava ao olhar atento e curioso da menina: pipas, aviões, balões soltos...ela só tinha um objetivo: estar lá com eles, na imensidão do céu azul.
Debruçada na janela com o queixo apoiado nas pequeninas mãos, a menina fitava o horizonte, parece que medindo a distância para saber quanto tempo levaria se flutuasse até o infinito. Passava horas assim. Esquecia de comer, às vezes até cochilava sentada, e sonhava...sonhava que pairava sobre o telhado de sua grande casa, acenando para seus irmãos que gritavam, desesperados: - Desce daí menina! – E acordava com os gritos dos irmãos na vida real mesmo, brincando no quintal.

O tempo passou...
E passou...

E aquela menina se transformou numa linda mulher. As asas, todavia, não saíram de seu coração. Ela ainda queria voar. 
Foi então que a menina-mulher entrou para a faculdade. E logo de cara ganhou de presente uma capa, em forma de jaleco. Então a menina descobriu que seu sonho, na verdade, era um sonho de voar pelo mundo tentando melhorá-lo, procurando fazer do planeta um lugar mais gostoso de se conviver. Seu jaleco era sua capa de heroína, e seus experimentos, seus superpoderes. Através do microscópio, ela curava o micro mundo.
A menina então ganhou asas. Os pés no chão, mas o coração...ah...o coração, esse flutuando nos céus de esperança. 

Movida pelos ventos do amor àquilo que faz.


















Para Patrícia, meu amor.



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